Representantes de religiões de matriz afro-brasileira de Palmas se reuniram no auditório da Defensoria Pública do Estado (DPE-TO), nesta terça-feira, 21, para uma roda de conversa sobre visibilidade, direitos e expressão de fé dos povos tradicionais. Com o apoio da DPE, por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH), a programação faz parte da Semana da Consciência Negra, realizada em Palmas desde o último dia 13 com uma série de atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, celebrado nacionalmente em 20 de novembro.
A defensora pública Larissa Pultrini representou a Defensoria Pública na abertura da roda de conversa e destacou a importância das manifestações culturais e religiosas para o Tocantins. Ela falou sobre as comunidades quilombolas no Estado, que lutam e resistem para manter sua cultura, territórios e direitos.
A roda de conversa foi coordenada pela presidente da Federação das Casas de Culto de Matriz Afro-Brasileiras do Tocantins (Feccamto), Ya Ifaloré Efuntolà Aniserè Roberta de Osoguiã (Roberta Tum). Para ela, as atividades da Semana da Consciência Negra, organizadas pela Federação, são relevantes porque auxiliam na quebra do preconceito na sociedade. “Muitas vezes o preconceito vem de um conceito pré estabelecido por falta de informação”, destacou.
Homenagem
Mãe Iza de Oyá (Izabel Abdala) recebeu o Registro 001 da Feccamto, em reconhecimento a seu pioneirismo no culto à umbanda e ao candomblé de Ketu, em Palmas. A homenagem foi concedida pela Federação pelos relevantes serviços prestados à comunidade de Axé.
Mãe Isa iniciou na umbanda aos 11 anos e constituiu na Capital, na década de 90, a primeira Casa de Axé, instalada e aberta regularmente ao público, com o nome Ilè Asé Iji Oyá.
Parceria
Por meio do NDDH, a Defensoria integra importantes espaços de discussão acerca dos direitos e respeito à cultura negra, como o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e o Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa.
A DPE é parceira da Feccamto na realização da Semana da Consciência Negra, movimento que conta, ainda, com o apoio da Prefeitura de Palmas, da Agência Public e do Instituto Crespas.
Na segunda-feira, 20, um ato público foi realizado no Parque Cesamar, em Palmas, pelo respeito aos povos tradicionais e cultos de matriz africana.