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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Tem início 4ª edição do DefendECA

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A Defensoria Pública do Tocantins dará início amanhã as atividades do 4º DefendECA. O Defendeca é um projeto da Defensoria Pública com intuito de divulgar e fazer cumprir o ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente. Este ano, o DefendECA terá três focos de atuação: combate ao subregistro; mobilização em combate a redução da maioridade penal e contra a ampliação do prazo de internação de menores infratores, além da realização de audiências públicas regionais envolvendo a rede de proteção à criança e ao adolescente, com objetivo de por fim as internações em locais não apropriados.

No Tocantins, até o mês de dezembro, todos os núcleos da Defensoria Pública vão desenvolver ações voltadas à criança e ao adolescente. As atividades começarão nesta quarta-feira, 14, em Araguaína com uma audiência pública na Câmara Municipal. A Defensora Pública e coordenadora do projeto, Fabiana Razera, vai expor aos parlamentares os motivos pelos quais a Defensoria Pública é contra a redução da maioridade penal. As audiências acontecerão, também, nas Câmaras Municipais de nove cidades, onde têm núcleo da Defensoria Pública. As audiências atendem a recomendação do Renade – Rede Nacional de Defesa dos Adolescentes em Conflito com a Lei e ABMP – Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude. Ainda visando garantir os direitos do menor, no dia 15, quinta-feira, a Defensoria Pública vai ingressar com pedido de 15 habeas corpus beneficiando menores que cumprem medidas sócio-educativas em unidades em desacordo com o ECA.

Na tentativa de diminuir o alto índice de pessoas sem registro de nascimento, a Defensoria Pública também promoverá a caravana do subregistro. Esta iniciativa vai levar às localidades como tribos indígenas, assentamentos e comunidades quilombolas o acesso ao registro de nascimento para quem ainda não tem o documento e, também, atendimento jurídico a quem precisar. “A Defensoria Pública escolheu lugares de difícil acesso, onde as pessoas vivem a margem da sociedade e que, na maioria das vezes, não possuem condição e nem mesmo informação sobre este documento tão importante”, esclareceu Fabiana Razera.




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