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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Sistema prisional modelo de Santa Catarina é apresentado em palestra na Defensoria

Diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina, Leandro Antônio Soares Limas
Diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina, Leandro Antônio Soares Limas — Loise Maria

 

O Sistema Prisional implantado em Santa Catarina, modelo de gestão hoje no Brasil, com 43% de presos trabalhando, foi apresentado em palestra ministrada pelo diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina, Leandro Antônio Soares Lima, nesta sexta-feira, 17, em Palmas. A palestra foi feita durante o lançamento da campanha “Defensores Públicos: pelo direito de recomeçar”, pela Defensoria Pública do Tocantins e pela Associação dos Defensores Públicos do Estado – ADPETO.

O estado de Santa Catarina tem investido em educação e qualificação profissional dos reeducandos. De acordo com números da Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania Catarinense, de 2011 a 2013, houve um salto de 120% no número de reeducandos estudando e dos 17 mil presos no Estado 1700 mil estão devidamente matriculados junto à Secretaria Estadual de Educação.

“Nós temos o melhor índice de presos trabalhando no Brasil, quase 50% deles trabalham por meio de cerca de 200 convênios firmados com o projeto “Começar de Novo”, do CNJ. Esse é um dos melhores exemplos que a gente traz. O outro é na área da educação; a quantidade de matrículas vem crescendo de maneira bastante concreta e a nossa meta é continuar elevando esse índice”, pontuou o Diretor.

Para Lima, o principal entrave no Sistema Prisional no Brasil é a questão da retroalimentação que é gerada a partir da reincidência criminal. “Hoje nós temos um sistema prisional extremamente inchado e lotado no país interior e isso não é em função dos crimes novos, mas em função daqueles que são reincidentes, que cometeram outros crimes e voltam. Então é necessário que façamos políticas voltadas para esse preso que está dentro da unidade prisional para que ele tenha algum tipo de reabilitação social e econômica para que não volte a reincidir e que não volte a retroalimentar um sistema que enche a partir dos antigos e não dos novos”, explicou.

A reincidência criminal é a prova da falência do Sistema, afirmou o Diretor, destacando que “o investimento no trabalho, na capacitação profissional e na educação básica dos presos é a forma mais correta e concreta para conseguir evitar que aconteça a reincidência”, concluiu Leandro Antônio Soares Lima.

Autora: Rose Dayanne

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