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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Sesau vai ter 15 dias para restabelecer atendimento adequado aos pacientes oncológicos

Autor(a): Cinthia Abreu

Loise Maria

A audiência de conciliação para tratar sobre a falta de medicamentos do setor de oncologia do HGP – Hospital Geral de Palmas aconteceu na tarde desta terça-feira, 11, na 2ª Vara de Feitos da Fazenda e Registros Públicos, no Fórum de Palmas. Presidida pela juíza Silvana Maria Parfeniuk, a audiência contou com a participação da DPE-TO - Defensoria Pública do Estado do Tocantins, MPE – Ministério Público Estadual e Sesau – Secretaria Estadual de Saúde, Procuradoria Geral do Estado.

Na ocasião, foi estabelecido o prazo de 15 dias, a partir da próxima quinta-feira, 13, para que seja feito o restabelecimento adequado e contínuo da assistência médica, incluindo as sessões de quimioterapia, aos pacientes de neoplasia maligna que se encontram em tratamento no Hospital Geral de Palmas e demais unidades hospitalares da rede pública estadual. Foi determinado também que o Estado garanta ao paciente diagnosticado com neoplasia maligna, tratamento adequado, no prazo de 60 dias após o diagnostico da patologia.


Estado

Foi justificado pelo Estado os motivos pelos quais estão faltando os medicamentos quimioterápicos. Segundo eles, alguns medicamentos não estão disponíveis por falta de entregas e outros por licitações desertas, pois a principal dificuldade está no descumprimento de acordos entre as empresas fornecedoras e o Estado e a existência de procedimento licitatório em andamento, dentre outros. Porém, de acordo com a juíza Silvana Parfeniuk, as questões administrativas postas não servem de pretexto para eximir da responsabilidade de prestar o serviço público exigido que por expressa disposição constitucional é dever do Estado e direito indisponível da população. Neste caso, a Justiça vai requisitar que a entrega voluntária deverá acontecer em até 48 horas e, caso não aconteça, requisitará a busca e apreensão dos medicamentos.

A decisão relata ainda que, após a entrega do medicamento por parte da empresa, o Estado deverá efetuar o pagamento no prazo de dez dias após a entrega e, caso isso não ocorra, será feito bloqueio de valores para garantir o pagamento da medicação entregue.

Estiveram presentes na audiência o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, a promotora de justiça Maria Roseli de Almeida Pery, o superintendente jurídico da Sesau, Franklin Moreira, o superintendente de aquisição e logística da Sesau, Afonso Piva, o subsecretário da Sesau Marcus Senna, e a procuradora do Estado Nádja Rodrigues de Oliveira.


Medicamentos

Conforme apuração da Defensoria Pública e Ministério Público, ainda faltam no estoque os medicamentos Bicalutamida 50mg, Clorambucila 2mg, Melfana 2mg, Darabina 10mg,Ffolinato de Cálcio 300 mg, Metotrexato 2,5mg, Flutamida 250mg, Hidroxiureia 500mg, Pamidronato Dissódico 90 mg, Tamoxifeno 20 mg, Anagrelida 0,5mg, Bertozomib 3,5mg, Teniposideo 50mg, Dexametasona 4mg, Ondansetrona 8mg, Renitidina 150 mg, Prednisona 5mg, Sulfametaxazol 40 mg + Trimetropina 8mg, Sulfametaxazol 400 mg + Trimetropina 80mg, Nistatina 100.000ui/ml 50ml,Hidrocortisona 100mg, Alfa Interferon 2ª 3.000.000ui, Amoxicilina 250mg/ 5ml 150 ml, Metronidazol 100mg/g, Gel vaginal 50g, Tramadol 50mg e Dipirona 500mg/ml.2. A decisão estabeleceu ainda o prazo até sexta-feira, 14, para que a Sesau entregue a relação de medicamentos e das empresas já licitadas que não entregaram os itens.


Entenda o Caso

A falta de medicamentos e serviços no setor de oncologia foi constatada em vistoria nos dias 26 de junho e 31 de agosto pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins e objeto de Ação Civil Pública, protocolada no mês de setembro. A ACP cita 26 medicamentos que costumam faltar nos hospitais, ocasionando a interrupção dos tratamentos em curso e retardando o início da oferta de tratamento aos pacientes recém-diagnosticados. Inclusive, sessões de quimioterapia costumam ser suspensas, por falta dos remédios e insumos necessários. A Ação enfatiza que o câncer causa grave risco à vida e que, quando não tratado de forma ininterrupta, reduz a expectativa de vida dos pacientes, por destruir os tecidos adjacentes aos tumores, inclusive podendo se espalhar para outras partes do corpo.

Loise Maria
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