Servidora da Defensoria Pública do Tocantins participa de Seminário em Goiás

A servidora do Núcleo da Diversidade Sexual de Defensoria Pública - NUDIS, Karoline Soares Chaves participou do I Seminário de Lésbicas e Mulheres Bissexuais de Goiás. O evento aconteceu no Centro de Referência Estadual da Igualdade - Crei, da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial - Semira, em agosto.
O evento foi uma realização da Associação de Lésbicas de Goiás - Alego, e parceiros; e abordou desde o contexto histórico do movimento de lésbicas e bissexuais no Estado até uma roda de conversa sobre Racismo e Lesbianidade, passando por Mesas sobre Lesbianidade, Bissexualidade e Feminismo; Saúde das Mulheres Bissexuais e Lésbicas; Lesbianidade, Violência, Lesbofobia e Educação; Mulher Transexual Lésbica e Redesignação no SUS; e Homoparentalidades e Direitos Correlatos.
O objetivo do evento, nas palavras da presidenta da Alego, Luana Cristina, era proporcionar visibilidade e fortalecer o movimento lésbico em Goiás; além de reivindicar políticas públicas para essa população e combater a lesbofobia. “Essa formação ministrada no seminário foi muito importante para a classe e considerando as mais de 100 inscrições e a participação efetiva das pessoas inscritas nas atividades realizadas, sem dúvida, estamos no caminho certo”, comemora.
Violência
Na Mesa Lesbianidade, Violência, Lesbofobia e Educação, Karol Chaves, militante feminista do Grupo Dina Guerrilheira e assessora colaboradora do Núcleo de Diversidade Sexual - Nudis, da Defensoria Pública do Estado do Tocantins, tratou de um tema espinhoso: a violência entre as mulheres, abordando a questão à luz da Lei Maria da Penha. “São várias as formas de violência: sexual, psicológica, moral, física e patrimonial. É preciso saber indentificar cada uma delas e denunciar, exigindo que o Estado garanta uma rede de apoio às vítimas”, ponderou a advogada.
Vale lembrar que a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006, aumenta o rigor das punições aos casos de violência contra a mulher quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar e prevê a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher. “O evento foi muito bem articulado e trouxe discussões importantíssimas. A Alego está de parabéns”, cumprimentou Karla Kosta, presidenta da Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL, que também prestigiou o evento.
