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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Senador Pimentel afirma que PL 225 está pronto para entrar em votação

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
O senador pelo Estado do Ceará, José Pimentel (PT), disse, nesta sexta-feira, 17, em palestra no X Congresso Nacional de Defensores Públicos, que acontece em Natal (RN), que o Projeto de Lei 225/11 de sua autoria está pronto para ser votado pelo Plenário do Senado. A matéria já foi aprovada pelas comissões de Constituição e Justiça e também pela de Assuntos Econômicos. O prazo regimental para entrada da matéria em votação encerra-se dia 21.Pimentel conclamou as centenas de Defensores Públicos presentes no evento a articularem junto aos senadores de seus respectivos Estados, para que votem pela aprovação da matéria. “Peço para os Defensores pedirem votos para os senadores de seus Estados, pois esse voto é por aqueles que fazem a defesa dos mais pobres, ou seja, a grande maioria da população brasileira”, disse o Senador.Segundo o autor da matéria, o PL 225/11 visa garantir à Defensoria Pública as mesmas condições de atuação do Ministério Público ao destinar 2% da Receita Corrente Líquida dos Estados para a Defensoria Pública, da mesma forma como já ocorre com o MP. “É preciso que a Defensoria Pública tenha o mesmo tratamento do MP, será um equilíbrio entre o Estado acusador e o Estado defensor”, afirmou. Pimentel ressaltou ainda que a proposta não acarretará acréscimo de despesas para os Estados, uma vez que o PL 225/11 visa alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal, modificando o limite de gastos com pessoal do Poder Executivo de 49 para 47% da Receita Corrente Líquida.A propostaO senador José Pimentel explicou ainda que a implantação no novo teto de 2% de repasse orçamentário para a Defensoria Pública não seria implantado de imediato. Segundo o Parlamentar, os Estados teriam um ano para começar a se adequarem à nova Legislação após sua sanção e até cinco anos para implantarem o novo teto. O Senador afirmou que 20 Estados destinam atualmente menos de 0,5% da Receita Corrente Líquida para a Defensoria Pública. Caso seja aprovada, e após ser sancionada, os Estados teriam um ano para adotarem o percentual de 0,5% da RCL para a DPE. Da mesma forma para os Estados que repassam menos de 1%, pois após a sanção da Lei, será necessário atingir este percentual em até um ano. Os Estados que direcionam menos de 1,5% da RCL terão também o mesmo período para alcançarem este percentual. Em cada nível de repasses, os Estados terão que acrescer 1/5 (um quinto)  a cada ano até atingir, em 5 anos, o teto de 2% proposto pelo PL 225/11.
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