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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Reeducandos serão alfabetizados dentro da unidade prisional de Cariri

Defensor Público Kita Maciel durante reunião na unidade prisional de Cariri
Defensor Público Kita Maciel durante reunião na unidade prisional de Cariri — Créditos DRE Gurupi

Todo cidadão tem direito à educação. Essa é uma garantia constitucional inclusive dos cidadãos presos.  Com o objetivo de formar turmas para o PBA - Programa Brasil Alfabetizado, dentro do Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã em Cariri, foi realizada uma reunião na unidade prisional para apresentar o projeto.

A reunião aconteceu no último dia 24 e contou com a presença do diretor da Unidade, Daniel Barbosa da Silva; do defensor público Kita Maciel, responsável pela Vara de Execuções Penais; da técnica do Sistema Prisional e do PBA da Diretoria Regional de Ensino de Gurupi, Débora Regina Almeida Azevedo; e da coordenadora de Turmas do PBA da Secretaria Municipal de Educação, Francisca Alves dos Reis.

O PBA é um programa de alfabetização de jovens a partir de 15 anos, adultos e idosos, formulado e implementado pelo Ministério da Educação, cujo objetivo é promover a superação do analfabetismo e contribuir para a continuidade dos alfabetizados nos estudos.

De acordo com Débora Regina, dentro do sistema carcerário o PBA é adequado à realidade local. “Fora do sistema temos alguns critérios como número máximo e mínimo de alunos, periodicidade, entre outros. No sistema carcerário o programa é adequado à realidade local, ou seja, disponibilidade de horários, estrutura, afinidade entre os presos para compor as turmas, de forma a garantir que as aulas aconteçam”, explicou.

A expectativa é que duas turmas sejam formadas dentro da unidade prisional. O agente Jair Santana, que será o alfabetizador, repassará a lista de inscritos aptos a participar do Programa para Diretoria Regional de Ensino e a previsão para o início das aulas é na primeira quinzena de maio.

Em 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.433, que incentiva os presos a retomar os estudos, pois além de garantir a remição da pena por meio do trabalho, passou a considerar o tempo de estudo. “A lei garante que os reeducandos que cumprem pena nos regimes fechado e semiaberto tenham a cada 12 horas de frequência escolar um dia a menos de pena a cumprir”, destacou o defensor público Kita Maciel.

Desde 2010, está prevista ainda a instalação de salas de aulas nos presídios, devido ao acréscimo feito à Lei de Execução Penal. Segundo Débora Regina, atualmente funcionam dentro do Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã duas turmas do projeto EJA – Educação de Jovens e Adultos, com 30 reeducandos estudando.

Autora: Rose Dayanne Santana (Com informações do Governo Federal)

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