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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Em defesa das mulheres presas

Projeto Viva: cerca de 150 mulheres encarceradas já foram atendidas pela Defensoria Pública

Autor(a): Gisele França/Comunicação DPE-TO

Projeto realiza uma visita afetiva, que vai além das orientações jurídicas, promovendo um atendimento interdisciplinar
Projeto realiza uma visita afetiva, que vai além das orientações jurídicas, promovendo um atendimento interdisciplinar — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO

Por meio de um espaço acolhedor, com uma escuta ativa e qualificada, o Projeto Viva “Visita Interdisciplinar – Visita Afetiva: Transformando Histórias”, executado pelo Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso (Nadep) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), já atendeu, até o momento, 149 mulheres presas nas quatro Unidades Penais Femininas (UPF) do Tocantins.

Nesta quinta-feira, 16, defensoras e servidoras(es) da DPE-TO estão na UPF de Ananás, a 488 km de Palmas, para novos atendimentos. Fazendo juz ao próprio nome, o projeto realiza uma visita afetiva, que vai além das orientações jurídicas, promovendo um atendimento interdisciplinar, em que as mulheres presas compartilham suas vivências e sonhos.

Em Ananás, compõem as equipes de atendimento as defensoras públicas Letícia Amorim e Jade Sousa Miranda; a coordenadora da Equipe Multidisciplinar da DPE-TO, psicóloga Dayelly Borges do Nascimento e profissionais da Equipe Multidisciplinar de Araguaína; a analista jurídico do Nadep, Gardene Ferro, a assessora do Nadep, Thaíla Nogueira Lino, e estagiárias do Projeto Viva.

Para a Letícia Amorim, o projeto Viva é de suma importância, especialmente para essas unidades penais do interior do Estado. “A vinda da Defensoria Pública para esse atendimento dentro da carceragem acaba sendo de muita importância para todas e, principalmente, para a gente, porque é o tipo de assistida que não vai ao nosso gabinete, até porque está presa. Então nada mais sensato, nada mais lógico do que sairmos do nosso gabinete e vir aqui e aprender”, destacou.

Para Jade Miranda, a experiência de hoje foi nova e muito rica. “Ver de perto a realidade das mulheres presas e observar o quanto as mulheres estão muito mais vulneráveis no cumprimento das penas com relação aos homens presos. É muito emocionante também porque a cada atendimento é uma dor compartilhada, como por exemplo, pela saudade dos filhos, e não tem como não sentirmos empatia por elas nesse momento”, pontuou.

Integrante da Equipe Multidisciplinar de Araguaína, a assistente social Fernanda Cristina da Silva Campelo disse que o “Viva” desempenha um papel crucial na transformação da realidade de mulheres encarceradas. “Ao possibilitar o entendimento das histórias de vida dessas mulheres, marcadas por rupturas e privações desde a infância, o projeto destaca-se como um instrumento de mudança. Ele oferece a essas mães a oportunidade de reescreverem suas trajetórias e as de seus filhos, mitigando o ciclo de sofrimento causado pela separação forçada”, ressaltou.

Garantindo direitos

Durante os atendimentos, um dos principais pontos é a investigação sobre as gestantes, lactantes e mães de crianças ou pessoas com deficiência, que possam ter o direito de substituir a prisão preventiva pela prisão domiciliar, desde que o crime em questão não tenha sido cometido com violência ou a ameaça grave à pessoa, e não tenha sido cometido contra seus próprios filhos, conforme orienta decisão proferida no Habeas Corpus nº 143641/SP e da Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 369/2021.

Projeto Viva

Até o momento foram 13 visitas às UPFs de Ananás, Palmas, Miranorte e Talismã, sendo oito para atendimentos jurídicos e psicossociais e cinco para realização de ações de intervenção social.

O projeto é realizado pelo Nadep, com o apoio da Equipe Multidisciplinar, por meio do convênio nº 931371/2022, firmado entre a Defensoria Pública do Estado do Tocantins e a União, intermediado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Equipe da Defensoria Pública que atuou na ação em UPF de Ananás — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Defensora pública Letícia Amorim orienta mulher durante atendimento em Ananás — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Mulheres passam por atendimento interdisciplinar — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Projeto atende as todas as mulheres presas nas unidades penais do estado — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Mulheres têm espaço de escuta ativa e qualificada durante os atendimentos — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Defensora pública Jade Miranda integrou equipe de atendimento em Ananás — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Psicóloga da Dayelly Nascimento em atendimento a umas mulheres presas na UPF de Ananás — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Projeto Viva: cerca de 150 mulheres encarceradas já foram atendidas pela Defensoria Pública | DPE-TO