Para algumas mulheres o bordado, crochê ou tricô são atividades aprendidas entre a infância e adolescência, e na vida adulta a produção pode enfeitar as próprias casas, ou até mesmo ser uma renda a mais na família.
Mas nos presídios e casas de prisão provisória do Tocantins essas peças ganharam um significado diferente, e as mãos não produzem apenas tapetes, almofadas, colchas, pesos de porta, jogos de mesa, sandálias, sapatinhos de bebê entre tantos outros, ponto a ponto, linha a linha, o resultado principal não é o artesanato, e sim um novo olhar pela vida, a possibilidade de repensar o futuro e transformar o presente.
Até o próximo dia 4 de abril, das 9h às 17h, peças e produtoras estarão, no hall do Fórum de Palmas, participando da 10ª Edição do Bazar Três Pontos, onde o expectador além de conhecer o trabalho, pode conversar com as artesãs e ainda levar pra casa um bonito tapete ou qualquer outro produto que os olhos se encantarem. Tudo é produção da Unidade Prisional Feminina de Palmas.
Bazar Três Pontos
O “Bazar Três Pontos” foi concebido a partir de três pilares: trabalho, liberdade e geração de renda, onde a produção das peças incide diretamente no tempo de pena a cumprir. A criação é fruto da parceria entre a defensora pública Maurina Jácome e da assistente social Simone Martins. Juntas perceberam que era possível fazer muito mais além da assessoria jurídica e assistência prestada na Unidade; descobriram a possibilidade de promover a autoestima, e ainda à busca pela transformação de vida.
Autora: Alessandra Bacelar