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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Mutirão propicia reconhecimento de paternidade para assistidos em Araguatins

Família beneficiada com exame de DNA
Família beneficiada com exame de DNA — Loise Maria


O reconhecimento de paternidade faz parte das ações mais procuradas no Mutirão de Conciliação realizado no Núcleo Regional da Defensoria Pública em Araguatins, que está acontecendo nesta sexta-feira, 14. Até o início da tarde desta sexta, foram mais de 100 pessoas envolvidas na realização dos exames de DNA.

Uma das pessoas que procuraram os serviços do Mutirão foi a lavradora Maria de Lurdes Silva, de Carrasco Bonito. Ela tem um filho de oito anos e a criança só é registrada no nome da mãe porque o pai saiu para trabalhar e nunca mais apareceu, isso quando o menino tinha apenas três meses de idade. Há um ano, o suposto pai faleceu e a mãe já não tinha mais esperança de fazer o reconhecimento de paternidade. “Quando ele era vivo já era difícil porque a gente não tem dinheiro, aí depois que ele morreu, na minha cabeça isso seria impossível, foi quando fiquei sabendo deste Mutirão da Defensoria e me informaram que era possível sim mesmo sem a presença do suposto pai. Os avós paternos, que  sempre mantiveram contato com a criança, fizeram questão de comparecer para fazer a coleta do material genético. “Vamos esperar o resultado. Mas agora, eu tenho certeza que meu filho vai ser mais feliz e pode falar de boca cheia de que tem um pai”, comemorou a mãe.

Assim como o filho de Maria de Lurdes, a maioria dos exames de DNA foi de crianças maiores de dois anos. De acordo com a defensora pública Mary de Fátima, coordenadora do Núcleo de Conciliação de Palmas, situações como essas mostram que a iniciativa garantirá os direitos de muitas crianças. “A gente observa muitas crianças em idade escolar, já grandinhos, que não têm registro ou o nome do pai no documento. Talvez se a Defensoria não fizesse esse tipo de trabalho, disponibilizando gratuitamente o exame de DNA, eles nunca teriam o reconhecimento da paternidade”, afirmou.

A dona de casa Maria Angélia Oliveira é exemplo disso. “Minha filha nunca ia ter o nome do pai no documento porque ele sempre negou, e só com o exame para comprovar isso. Só que não tenho dinheiro para pagar este procedimento e essa oportunidade vai lavar a minha alma e a da minha filha também”, disse a dona de casa.

“Conciliar é a melhor opção para solucionar um entrave jurídico, e a oferta de DNA gratuito é a chave para a maioria dos processos de investigação de paternidade. Nossa intenção é garantir que estas crianças tenham não só o reconhecimento no papel, mas o reconhecimento afetivo que contribui e muito para a formação de um cidadão”, afirmou a defensora pública Claudia Brito, diretora do Núcleo Regional de Araguatins.

Os atendimentos em Araguatins serão realizados até às 17h, no Núcleo Regional da Defensoria Pública, localizado na Rua Floriano Peixoto, Número 451, Centro. 

Brinquedoteca

Os filhos dos assistidos também recebem atenção especial na Brinquedoteca da Instituição que oferece atividades educativas e de lazer, além de distribuir sorvetes às crianças.
 
 
 

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