Mães e filhos buscam reconhecimento de paternidade em Mutirão de DNA

Em busca de cessar dúvidas, garantir direitos e respeito à dignidade da pessoa humana compareceram à Defensoria Pública em Araguaína nesta sexta-feira, 29, cerca de 250 pessoas para realizar testes de investigação de paternidade, totalizando 83 testes trios utilizados.
Mães de pouca idade buscaram a Defensoria para garantir o reconhecimento dos filhos. G.M.S., 16 anos, trouxe a filha de nove meses para realizar o exame de DNA. “Vou esperar o resultado do exame para registrar a criança, não quero registrar sem o nome do pai”, disse a moça.
Gustavo Campos da Silva, 24 anos, técnico em segurança, procurou ele mesmo o reconhecimento paterno. Desde os 14 anos, o rapaz tomou consciência da sua situação e interpelou a mãe sobre o registro do pai em sua certidão de nascimento. Segundo a mãe, Marinete Campos da Silva, por não ter conhecimento dos seus direitos e por falta de interesse, já que tinha outra família, ela combinou que Gustavo esperasse a maioridade para que ele mesmo procurasse o pai.
“Eu já sabia quem era meu pai e nenhum outro substituiria, não pelo afeto, mas sim pelo reconhecimento biológico. A presença de um pai é importante, é algo que jamais vou negar a um filho. Mas, minha mãe é tudo para mim, ela me deu educação, e tudo que preciso está nela”, revelou.
A jovem Maria Aparecida de Jesus, 24 anos, operadora de caixa, também buscou seu direito de ter o reconhecimento paterno. A mãe dela procurou o suposto pai quando a menina nasceu; depois disso o homem não manteve nenhum contato. Mas, um ano atrás, ao se reencontrarem por acaso, reconheceram-se. A partir desta época, o suposto pai, José Maria Gomes da Silva, 46 anos, lavrador rural, passou a manter convivência frequente com a jovem.
Ao saber da gratuidade do exame no Mutirão de DNA, Maria Aparecida solicitou à mãe e ao suposto pai que realizassem o exame no Mutirão. Para ela, o exame só vai confirmar o que já é evidente. “Não tenho mágoa no coração pelo meu pai, entendo esta situação que passamos, agora, só quero mesmo ser registrada. Neste um ano que nos conhecemos temos tido uma boa convivência”, disse a moça.
Resultados
Os resultados dos exames deverão ser disponibilizados aos Assistidos em até 60 dias após a coleta do material genético, na sede da Defensoria em Araguaína. A partir da chegada dos exames, a Defensoria fará o agendamento para a abertura dos resultados, com a presença das partes envolvidas.
Autora: Keliane Vale
