Justiça Restaurativa é trabalhada no combate às drogas em Porto Nacional
Autor(a): Cinthia Abreu

Trabalhar com a Justiça Restaurativa é uma das metas da Defensoria Pública do Estado do Tocantins, que trabalha também com soluções extrajudiciais para a resolução de conflitos. Desta forma, diversas regionais da Instituição estão trabalhando com os Círculos Restaurativos, que busca semear a cultura política do perdão e da reconciliação, com o aprimoramento das habilidades necessárias para uma convivência mais humana e menos violenta.
Na Defensoria Pública de Porto Nacional, a equipe já está no terceiro encontro do Círculo Restaurativo. Coordenado pela defensora pública Napociani Póvoa, o ciclo desta semana focou como tema “O uso de Drogas lícitas e ilícitas e suas consequências para a vida humana”. Segundo a Defensora Pública, o objetivo foi o de levar o dependente químico a refletir sobre o consumo das drogas lícitas e ilícitas e, consequentemente, avaliar as principais consequências em decorrência do uso.
Segundo ela, o projeto é importante tendo em vista inúmeros casos de internação compulsória atendidos por diversos órgãos públicos e privados no Tocantins, carecendo um trabalho restaurativo que passa pela reflexão e mudanças de comportamentos do dependente de modo voluntário.
Método
A atividade é fruto de uma série de capacitações ministradas pela Espere – Escola Nacional do Perdão, ministrado pela facilitadora Maria do Socorro Medeiros Dantas, coordenadora nacional da Rede Brasil da Espere - Escola do Perdão e Reconciliação.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adotou, por meio da Resolução 225/2016 contém as diretrizes para implementação e difusão, a prática da Justiça Restaurativa no Poder Judiciário. A Justiça Restaurativa é uma técnica de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das vítimas e seus ofensores. Por uma cultura que transforme a violência e crie a paz, propiciando um novo olhar paras as situações de conflitos vivenciadas por pessoas, famílias e comunidades.
