O Tocantins é um dos quatro estados com maior incidência de trabalho escravo no País. Conforme levantamento do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego e CPT - Comissão Pastoral do Trabalho, nos últimos dez anos, em todo o Estado, 2.808 pessoas foram libertadas de propriedades em condição análoga à escravidão. Os índices, do ano passado, revelam que as áreas da pecuária, carvoaria e lavoura são onde aparecem os maiores casos de trabalho escravo no Tocantins. Para tentar reduzir tais números, existe no Estado a Coetrae-TO - Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo. A comissão conta com a participação da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins, representada pela defensora pública Elydia Monteiro como titular e Isabella Faustino como suplente.
Com intuito de reforçar a luta contra o trabalho escravo no Tocantins aconteceu uma audiência pública na terça-feira, 15, no Centro de Atendimento ao Turista, em Natividade. O evento é uma realização do Ministério Público Federal, representação Tocantins, e contou com a participação da Defensoria Pública Napociani Póvoa, e representantes do Ministério Estadual do Trabalho, Comissão Pastoral da Terra, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins e Prefeitura de Natividade.
De acordo com a Defensora Pública, o evento focou na prevenção do trabalho escravo no Tocantins, em especial na região sudeste do estado, onde se tem a maior incidência de casos no Estado. Segundo ela, na ocasião, foi mostrada a forte presença de trabalho escravo que ainda existe no Tocantins e o que está sendo feito para tentar sanar este problema. “Foi uma audiência muito proveitosa, com a apresentação de ações e resultados. Eu pude conhecer um pouco mais do que está sendo desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho no campo de combate ao trabalho escravo e fiquei surpreendida com os resultados”, conclui.
Texto: Cinthia Abreu