Em Palmas, caminhada pelo combate à violência obstétrica alerta sobre o problema
Autor(a): Cinthia Abreu com informações da ascom Sesau

Com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a violência obstétrica, foi realizada nesta segunda-feira, 27, em Palmas, a 1ª Marcha de Conscientização Sobre Violência Obstétrica. A caminhada teve início em frente ao Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos e, em diferentes frentes, passou pelas demais maternidades geridas pelo Executivo Estadual com atividades alusivas ao tema. A defensora pública Vanda Sueli Machado, coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher (Nudem), participou do ato.
Com cartazes, faixas e orientações aos presentes, os participantes alertaram sobre os tipos de violência no momento do parto e do pós-parto ou, ainda, no atendimento em situações de abortamento. Dados da Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, mostram que uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre algum tipo de violência no atendimento ao parto.
Atos de violência
São caracterizadas como violências obstétricas ações como: negar ou impor dificuldades ao atendimento em postos de saúde durante o pré-natal; realizar comentários constrangedores; ter a cesárea agendada sem recomendação baseada em evidências científicas por pura conveniência e interesse médicos; separar bebê saudável da mãe na primeira hora de vida; impedir a presença de um acompanhante durante todo o período de internação; usar métodos farmacológicos sem o consentimento da mãe; exigir jejum; posição ginecológica ou imobilização; dificultar o aleitamento materno na primeira hora de vida; desumanizar o atendimento; questionar a causa do aborto; realizar procedimentos invasivos sem explicação, consentimento ou anestesia, entre outras.
