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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Tradição no Quilombo

Em Muricilândia, Defensoria prestigia 51º Festejo da Abolição, no Quilombo Dona Juscelina

Autor(a): Laiane Vilanova/Comunicação DPE-TO

Sandro Ferreira destacou o papel da Defensoria na promoção dos direitos dos povos originários e tradicionais
Sandro Ferreira destacou o papel da Defensoria na promoção dos direitos dos povos originários e tradicionais — Nuamac Araguaína DPE-TO/Divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) prestigiou nesta segunda-feira, 13, do encerramento da 51ª edição do Festejo da Abolição promovido pela comunidade remanescente do Quilombo Dona Juscelina, localizada no município de Muricilândia-TO, cidade distante 428 km da Capital. A instituição foi representada pelo coordenador do Núcleo Especializado em Minorias e Ações Coletivas de Araguaína (Nuamac) de Araguaína, Sandro Ferreira Pinto e equipe do Núcleo.

Com o tema "Raízes da Liberdade: Celebrando a história, construindo o futuro", a festividade teve início na sexta-feira última, 10. Os quatro dias de celebrações foram marcados por manifestações culturais de danças, poesias, músicas tradicionais do povo quilombola, rodas de conversa e a realização de uma feira agroecológica.

Durante seu pronunciamento, o defensor público Sandro Ferreira destacou o papel da Defensoria Pública do Tocantins na promoção dos direitos dos povos originários e tradicionais, principalmente com a atuação dos Núcleos Especializados, que atuam na linha de frente para garantir a demarcação e posse de terra dos quilombolas, combater o racismo e toda forma de preconceito étnico-racial, e atender às demandas coletivas das populações vulneráveis.

Sandro Ferreira também prestigiou as festividades no domingo, 12, com a presença da secretária de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Narubia Werreria.

Estiveram presentes no encerramento dos festejos o prefeito de Muricilândia, Alessandro Gonçalves Borges, o presidente da Comunidade Remanescente de Quilombola Dona Juscelina, Manoel Filho, Frei Xavier Passat, e representantes da sociedade civil.

Tradição

A celebração do Festejo da Abolição foi iniciada pela matriarca da comunidade quilombola, Juscelina Gomes dos Santos, em 1962, data de sua chegada ao então povoado de Muricilândia. Neta de negros escravizados, Juscelina apresentou à comunidade a Festa do Treze de Maio ou Festejo da Abolição, como é mais conhecida nos dias atuais.

A festividade, herdada por Juscelina, faz alusão à assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel, que declarou extinta a escravidão no Brasil.

Sandro Ferreira (D) também prestigiou as festividades no domingo, 12, com a presença da secretária da Sepot, Narubia Werreria. — Nuamac Araguaína DPE-TO/Divulgação
A celebração do Festejo da Abolição foi iniciada pela matriarca da comunidade quilombola, Juscelina Gomes dos Santos, em 1962 — Nuamac Araguaína DPE-TO/Divulgação
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