Projeto Viva
Em Miracema, Defensoria Pública aborda a atuação da psicologia no sistema prisional feminino
Autor(a): Marcus Mesquita / Comunicação DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) em parceria com a turma do 8° período do curso de Psicologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), integrou, na terça-feira última, 14, o “1º Simpósio de Psicologia e Justiça: a psicologia, o sistema prisional e o carcerário tocantinense”. Na ocasião, profissionais da Instituição conduziram a mesa redonda “A atuação da Psicologia no sistema prisional no que diz respeito à saúde mental de mulheres mães”.
A atividade foi desenvolvida no auditório do Warã, no campus da UFT de Miracema e contou com a presença da titular da 21ª Defensoria Criminal de Palmas, defensora pública Napociani Pereira Póvoa; da coordenadora da Equipe Multidisciplinar da Instituição, psicóloga Dayelly Borges Nascimento; e a estagiária do projeto defensorial “Visita Interdisciplinar e Vínculo Afetivo (Viva): Transformando Histórias”, Sophia Calixta.
Segundo a organização do evento, o objetivo do Simpósio foi provocar reflexões acerca da saúde mental e do papel da Psicologia no sistema prisional tocantinense, assim como, também, fomentar conhecimentos acerca das situações que interseccionam as mulheres mães em situação de cárcere. De acordo com Napociani Póvoa, o evento possibilitou aos participantes conhecerem mais sobre a realidade encontrada no sistema carcerário tocantinense.
“Foi uma ótima oportunidade de levar a estes acadêmicos de Psicologia a perspectiva de quem está, cotidianamente, atuando no sistema carcerário, apresentando a eles o perfil das mulheres hoje privadas de liberdade no Estado e, também, os desafios vivenciados pela Defensoria Pública na busca pela defesa dos direitos da população carcerária”, explicou a Defensora Pública.
Qualificação necessária
Durante a mesa redonda, Dayelly Nascimento ressaltou o lugar que a Psicologia ocupa nesses espaços, dando como exemplo de intervenção positiva da DPE-TO, neste contexto, o projeto “Viva”, que potencializa o melhor cuidado da saúde mental das mulheres e mães privadas de liberdade.
“O lugar da Psicologia na Defensoria Pública, nesta atuação junto aos assistidos pela Instituição que se encontram em situação de encarceramento, é o de escuta e o de quem conta as histórias a partir das narrativas dos vencidos, uma vez que o público que atendemos sofre com diversas marcas de exclusão e desigualdades sociais. Por isto, é de fundamental importância a qualificação adequada na Psicologia para este tipo de foco de atuação”, enfatizou a Psicóloga Coordenadora da Equipe Multidisciplinar da DPE-TO.
Sobre o “Viva”, Sophia Calixta expôs aos colegas de curso a experiência que tem vivido enquanto estagiária de psicologia do projeto. Na ocasião, ela ressaltou que “sempre que entramos nesses espaços, que atendemos àquelas mulheres, eu saio uma pessoa diferente”.
O Simpósio
Além do tema “Atuação da psicologia no sistema prisional no que diz respeito à saúde mental de mulheres mães”, abordado pelas representantes da DPE-TO, também foram discutidos os seguintes tópicos: “Manicômios Judiciários: a problemática dos hospitais de custódia no contexto brasileiro”; “Políticas de redução de danos e antiproibicionistas”; e “A atuação do psicólogo no sistema prisional: um olhar para a população LGBTQIAPN+”; todos contando com participações de convidados externos.
