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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública traça diretrizes para atendimentos às mulheres rurais no Estado

Grupo de dança da Defensoria Pública durante abertura do evento
Grupo de dança da Defensoria Pública durante abertura do evento — Foto: Loise Maria

Nesta sexta-feira, 22, acontece no auditório da Defensoria Pública em Palmas, o I Fórum da Mulher do Campo e da Floresta, que tem por objetivo elaborar o planejamento das atividades a serem realizadas pelas unidades móveis doadas pelo governo federal ao estado do Tocantins, e ao mesmo tempo traçar as diretrizes metodológicas adequadas ao atendimento das Mulheres Rurais em todo o Estado e a forma de Gestão Compartilhada das ações entre o Poder Público e a Sociedade Civil. Participam os representantes das comunidades quilombolas, indígenas, mulheres do campo e da floresta, quebradeiras de coco, dos movimentos das mulheres em situação de violência, além do Poder Público.

O evento é organizado pela Comissão da Câmara Técnica de Gestão e Monitoramento do Pacto, ao qual faz parte o Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher – Nudem, da Defensoria Pública do Tocantins.

A defensora pública Vanda Sueli, coordenadora do Nudem, fez a abertura do evento e falou da importância da organização e das necessidades de mais atenção a questão da mulher do campo e da floresta.

Um dos palestrantes foi o juiz titular da comarca de Gurupi, Adriano Gomes de Melo Oliveira, coordenador das varas de combate à violência contra a mulher no Estado, relatou que as autoridades precisam melhorar a estrutura e dar mais atenção e respeito à causa. “É preciso também uma participação de todas as áreas: saúde, educação, segurança, agricultura e muitos outros setores. Temos que estudar meios para melhorar as delegacias da mulher, melhorar a estrutura e dar mais condições. Tem que haver mais participação dos diversos segmentos do poder e da sociedade. Vamos procurar dar mais condições de trabalho para as pessoas poderem fazer alguma coisa. A Defensoria Pública, depois do judiciário, é a instituição que tem dado maior atenção ao tema”.

A supervisora de ações para as mulheres da Secretaria de Defesa e presidente da Câmara Técnica Social, Vera Lúcia Xavier, explicou que o Fórum é uma exigência da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres para o acompanhamento de todas as ações que as unidades móveis vão executar. “Temos que encontrar uma forma especial para atender a necessidade da mulher do campo e da floresta. Existe uma ausência de proteção e políticas públicas a essas mulheres. Nós do governo temos que dar mais condições para melhorar a vida dessas mulheres. Por isso uma unidade móvel estará à disposição do Estado com objetivo de melhorar as condições e prestar esclarecimento sobre a Lei Maria da Penha a todos os homens e mulheres do campo ajudando a combater a violência”, pontuou também que o Fórum é para discutir e ouvir das mulheres do campo como esse projeto poderá ser melhor executado, além disso, todas as capitais até o ano que vem terão a Casa da Mulher Brasileira – um projeto que pretende ser ampliado para outras cidades. Uma ferramenta a mais que poderemos contar.

Oficinas

À tarde, estão sendo realizadas oficinas para a definição das ações e o trabalho a ser desenvolvido nas unidades móveis, que no período de dois anos terão as despesas custeadas pelo governo federal, para não causar impacto nas despesas tanto do Estado como municípios, a intenção é que todas haja uma união das entidades para a execução do trabalho.

Na abertura do evento, o grupo de dança da Defensoria Pública fez uma apresentação de abertura com a coreografia “Quebradeiras de Coco”. O grupo é composto por servidoras da Instituição.

Texto: Alessandra Bacelar

 

Presidente da FATAET, Maria Ednalva durante pronunciamento — Foto: Loise Maria
Juiz titular da comarca de Gurupi, Adriano Gomes de Melo Oliveira em pronunciamento — Foto: Loise Maria
Vera Lucia Xavier supervisora de ações para as mulheres da Secretaria de Defesa e presidente da câmara técnica Social em pronunciamento — Foto: Loise Maria
Defensora pública Vanda Sueli, coordenadora do Nudem durante pronunciamento — Foto: Lucas Nascimento
Juiz titular da comarca de Gurupi, Adriano Gomes de Melo Oliveira em pronunciamento — Foto: Loise Maria
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