Defensoria Pública recomenda pavimentação e limpeza de ruas em Natividade

A Defensoria Pública em Natividade recomendou nesta terça-feira, 9, ao prefeito municipal Albany Nunes Cerqueira a pavimentação, a restauração da sinalização vertical e a limpeza urbana das ruas Alencar e das Orquídeas, localizadas no Setor Nova Esperança II.
A ação é em atendimento ao pedido dos moradores que por várias vezes buscaram a solução dos problemas e não tiveram respostas, e como a situação só piora, eles vieram buscar ajuda junto à Defensoria Pública. Segundo os moradores, os principais problemas são erosões, lixo por toda a parte e a ocorrência de acidentes
Nos depoimentos, eles relataram ainda que em março deste ano enviaram solicitação à Câmara de Vereadores, coletaram assinaturas e fizeram abaixo-assinado, o qual foi enviado ao gestor municipal, mas até agora não obtiveram resposta.
A moradora C.J.C contou que há dez anos vem sofrendo com os buracos na frente de casa e que tem dificuldades para entrar e sair. No período chuvoso, segundo ela, a situação se agrava, pois os buracos ficam cheios de lama, impossibilitando o tráfego, os canos ficam expostos e costumam estourar e com isso os moradores ficam sem abastecimento de água potável.
Outro morador, G.C.S., relatou que a casa onde mora está rodeada de erosões e valas, um problema que se arrasta ao longo das administrações municipais. Disse ainda já ter procurado a Prefeitura para resolver o caso e que não aguenta morar em meio a buracos e sujeira.
O pedido inicial foi para serviços de patrolagem e cascalhamento nas ruas, mas a defensora pública Letícia Amorim Santos entendeu não ser esse o melhor serviço a ser prestado, tendo em vista o tamanho das erosões, e ainda o período chuvoso que se aproxima. A recomendação foi também para a limpeza do setor e que as valas não fossem preenchidas com lixo, o que pode ocasionar doenças.
“A pavimentação é necessária e urgente. A população não pode aceitar que suas casas sejam invadidas pela água e pela lama, que irão surgir no período de chuvas, porque o poder municipal escolhe qual rua irá ser pavimentada ou não. Percebemos que existe a necessidade da pavimentação, de uma rede de escoamento de água, da contenção da erosão e da limpeza urbana, para o bem da comunidade local, e tudo isso antes que as chuvas comecem”, avaliou a defensora pública Letícia Amorim Santos.
Ao gestor municipal foi dado o prazo de dez dias, a contar do recebimento da recomendação, para encaminhar à Defensoria Pública informações sobre eventual cronograma de reabilitação e recuperação das ruas do setor, assim como as medidas adotadas para a solução dos problemas apontados.
Texto - Alessandra Bacelar
