Defensoria Pública recebe alunos da Universidade da Maturidade
Autor(a): Cinthia Abreu

“É preciso saber viver, quem sabe faz a hora e não espera acontecer.” O grito de guerra dos alunos da UMA – Universidade da Maturidade ecoou por todos os corredores da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins na manhã desta quarta-feira, 4. Vestidos com o seu tradicional uniforme amarelo e cheios de energia e disposição, os estudantes circularam por todos os corredores para conhecer um pouco da atuação da Defensoria Pública e também foram recebidos no auditório para uma programação especial, que contou com música, exercícios físicos, cordel e muito mais.
A visita do grupo formado por cerca 50 homens e mulheres faz parte da programação do projeto “Maturidade & Justiça”, realizado pela UMA e que começou suas atividades com um ciclo de palestras, ainda no mês de abril, onde eles tiveram orientações sobre acesso à justiça, Reforma da Previdência, violência contra o idoso e outros temas. Na programação especial no auditório, o grupo foi recebido pelo Defensor Público-Geral, Murilo Machado, o diretor regional, Leonardo Coelho, as defensoras Vanda Sueli e Maurina Jácome Santana, e Servidores da Instituição.
A programação contou com apresentação do aquecimento físico orientado por um dos alunos – Bira Dantas -, apresentação de literatura de cordel e apresentação musical com o Coral Canto Nobre, que interpretou um medley com as canções “Ele é o Bom” (Roberto Carlos), “Estúpido Cupido (Celly Campelo) e “Bye Bye Johny” (Chuck Berry).
O diretor regional da Defensoria Pública em Palmas, defensor público Leonardo Coelho, apresentou aos alunos um pouco da história da Instituição. “Somos vanguardistas nessa implementação dos direitos para quem não pode pagar por um advogado e hoje somos considerados uma das melhores Defensoria Públicas do País. Sabemos que avançamos muito e também a muito o que melhorar, pois a nossa missão é garantir o acesso à justiça com qualidade e humanização”, apresentou o Defensor Público.
O Defensor Público-Geral, Murilo da Costa Machado, lembrou sobre a importância de projetos como a UMA para garantir a qualidade de vida para os idosos e também quebrar paradigmas da sociedade. “A UMA não permite esse sentimento de que o idoso tem que ficar em casa cuidando dos netos, mas batalha para que eles sejam cidadãos ativos e colaboradores do seu próprio bem-estar”, disse. Ele falou também sobre o exemplo que teve dos pais, desde criança no trato e respeito aos idosos. “Meu pai sempre nos educou a respeitar os idosos e acreditar nos sonhos, independentemente da idade. Ele se formou em Medicina e Letras quando já estava mais velho e exerceu a profissão até seus 74 anos de idade. Hoje ele está com 82 anos e administra a fazenda, dirige e estuda muito”, contou.
A coordenadora do Polo da UMA em Palmas, Margareth Souza, adiantou um pouco sobre a proposta pedagógica da UMA. Para ela, o projeto significa uma alternativa para as pessoas adultas que a sociedade brasileira exclui, numa fase da vida em que detém experiência acumulada e sabedoria. “O nosso projeto visa a qualidade e melhoria de vida dos velhos. E nós nos chamamos de velhos mesmo porque é isso que somos e com muito orgulho, pois não somos vítimas e nem heróis, mas somos cidadãos de primeira classe”, defendeu.
Projeto
No mês de abril, a defensora pública Vanda Sueli Machado esteve em visita à UMA para ministrar palestra sobre “Direitos do Idoso”. Na palestra, a Defensora Pública apresentou os tipos de violência, falou sobre os principais cuidados, os direitos, a atuação da Defensoria Pública e tirou dúvidas. Um dos principais pontos destacados na palestra foi a importância de denunciar todas as formas de violência. “Assim como a denúncia contra a mulher, a pessoa idosa não precisa se identificar. Existe o Disque 100, a Delegacia do Idoso, a Delegacia da Mulher, a Defensoria Pública, então a única coisa que não pode acontecer é não denunciar”, incentivou Vanda Sueli.
Defensoria
Além do atendimento jurídico individualizado, as demandas coletivas dos idosos são atendidas na Instituição pelos NUAmac’s - Núcleos Aplicados das Minorias e Ações Coletivas, disponíveis nas regionais de Araguaína, Dianópolis, Gurupi e Palmas. Há acompanhamento e apoio social também da equipe multidisciplinar, onde o idoso recebe atendimento de profissionais como assistente social e psicólogo.
