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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública realiza Bazar de artesanato produzido por reeducandas de Palmas

Reeducandas fazem trabalhos manuais que vão ser comercializados
Reeducandas fazem trabalhos manuais que vão ser comercializados — Loise Maria

Tapetes, almofadas, colchas, pesos de porta, prendedores de cabelo, jogos de mesa, sapatos de bebê, feitos com crochê, de todas as formas e cores. Os produtos confeccionados pelas reeducandas da Unidade Prisional Feminina de Palmas serão agora expostos para comercialização, nesta quinta, 6, e sexta-feira, 7, na sede da Defensoria Pública em Palmas, das 8h às 17h.

O “Bazar Três Pontos”, numa referência a trabalho, liberdade e geração de renda, é uma realização da Defensoria Pública em prol da ressocialização das reeducandas, oportunizando também a remição da pena, já praticada pela Unidade Prisional, onde as reeducandas devem produzir no mínimo 10 peças por mês, a fim de remir 10 dias de pena.

De acordo com a defensora pública Maurina Jácome, responsável pela área de execução penal, o Bazar para elas é uma oportunidade de ressocialização, de mostrar que são capazes de produzir enquanto cumprem pena e que estão buscando condições de retornar ao convívio social com novas oportunidades.

Reeducandas

Cerca de 90% das reeducandas da Unidade Prisional Feminina de Palmas trabalham com artesanato, dentre elas S.G.S., M.J.O.B., V.V.S., que estão no regime semiaberto e foram escolhidas pelas outras mulheres que fabricam os produtos para representar o grupo e serem responsáveis pela comercialização das peças. Elas foram autorizadas a participar da ação pelo juiz Luiz Zilmar dos Santos Pires, que levou em consideração além do trabalho social a ser realizado, o bom comportamento.

V.V.S., de 23 anos, está a seis meses cumprindo pena de cinco anos por tráfico de drogas e já garantiu dois meses a menos na Unidade Prisional com a produção de mais de 200 peças de artesanato. É com este trabalho que ela e a irmã R.C, 25 anos, também cumprindo pena por tráfico de drogas, conseguem ajudar os filhos e suprir algumas necessidades básicas na Unidade. “Os tapetes me ajudam a exercitar a mente e o Bazar feito pela Defensoria Pública vai nos ajudar muito, mostrar o que fazemos e promover nosso trabalho, pois com o que a gente vende compramos alimentos, materiais de higiene, linhas e agulhas, e ajudamos nossos filhos”, disse.

M.J.O.B, de 46 anos, faz artesanato desde os 12 anos e cumpre pena de 11 anos por tráfico na Unidade Feminina de Palmas. “Hoje estou muito feliz, fazendo artesanato e dele consegui uma remissão de um ano e seis meses e sei que fazemos um trabalho bonito que pode ser modelo para as outras unidades prisionais. Fazer estas peças é uma terapia focada no trabalho do bem estar da mente”.

A proposta da Defensoria Pública é que o Bazar seja realizado mensalmente, sob coordenação da defensora pública Maurina Jácome e da assistente social do Serviço Social/Criminal, Simone Martins.

Autora: Caroline Spricigo

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