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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública presente na Assembleia dos Povos Indígenas

Autor(a): Cinthia Abreu

Cinthia Abreu

Mais de 500 indígenas, representantes de um total de nove etnias, estão acampados no campus de Palmas da UFT – Universidade Federal do Tocantins para participar da III Assembleia dos Povos Indígenas de Goiás e Tocantins. O tema do encontro neste ano é “Na Defesa dos Direitos Constitucionais dos Povos Indígenas, Resistimos e Denunciamos os Impactos do Matopiba nos Territórios Tradicionais” e a proposta é discutir a PEC 215 (delimitação de terras), o Matopiba, a saúde, o saneamento básico e a educação do povo indígena.

Na programação desta quinta-feira, 23, a saúde esteve em pauta, com a participação da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins. Para debater a saúde dos indígenas no Estado, a mesa de debates contou com a participação do defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, coordenador do Nusa – Núcleo Especializado de Defesa da Saúde.

Na ocasião, o Defensor Público e os demais integrantes da Mesa ouviram as demandas dos indígenas, que citaram diversos problemas na saúde indígena, dentre as principais foram citadas a falta de atendimento dos agentes de saúde e médicos nas aldeias, e ainda o descaso no atendimento de saúde aos indígenas que vivem na cidade. Outro problema citado foi um carro cedido para as aldeias indígenas que raramente está disponível. “Nós ganhamos os recursos, o transporte para servir o nosso povo, mas quando a gente solicita, ele nunca está disponível, está com a quilometragem estourada, falta combustível e mais um monte de desculpas”, reclama um dos indígenas durante a Assembleia.

De acordo com o Defensor Público, o tema das políticas públicas, especialmente saúde e educação, são constantes e cruciais nestas últimas décadas, aliás, a saúde tem sido caótica não só para os povos indígenas, mas para toda a população no Tocantins. Ele apresentou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Especializado de Defesa da Saúde e colocou a Defensoria Pública à disposição para atendimento dos indígenas.

Segundo o indígena Wagner Kraho Kanela, a Assembleia é mais um passo para a garantia efetiva dos direitos de seus povos. “É mais uma contribuição para salvar a nossa casa, o nosso povo. A Assembleia é um espaço de mobilização e debate dos nossos problemas. As autoridades tem que dar uma resposta”, declara.

Assembleia

Conforme a organização do evento, que é do Conselho Indigenista Missionário, estão participando indígenas de etnias tocantinense e goianas, além de representantes de povos do Pará, Bahia e Mato Grosso do Sul. O evento começou nesta segunda, 20, e finalizou na quinta, 23, no campus de Palmas.

Cinthia Abreu
Cinthia Abreu
Defensoria Pública presente na Assembleia dos Povos Indígenas | DPE-TO