Pular para o conteúdo principal
Acessibilidade
Preferências visuais
Defensoria Pública do Estado do Tocantins
Menu

Defensoria Pública não vê ilegalidade na terceirização da saúde pública no Tocantins

Sadraque Nóbrega
Durante audiência pública realizada na tarde desta terça-feira, 21, na Assembleia Legislativa, autoridades e representantes civis discutiram sobre questões ligadas à saúde pública no Tocantins. O defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, coordenador do Núcleo de Ações Coletivas, esteve presente no debate e expôs a posição da Defensoria Pública do Tocantins acerca dos problemas enfrentados, atualmente, no âmbito da saúde pública no Estado.

A audiência pública foi convocada pelo presidente da comissão da súde, deputado estadual  Raimundo Palito, e pela deputada estadual Josi Nunes. Entre as questões a serem debatidas junto com o secretário Estadual de Saúde, Arnaldo Nunes, estavam: os contratos com as empresas que prestam serviços terceirizados nos hospitais; a convocação dos servidores classificados no concurso da saúde; e esclarecimentos acerca do Decreto de calamidade pública da saúde no Tocantins.

O defensor público Arthur Luiz Pádua Marques afirmou não vê oposição legal para a terceirização, sendo que o verdadeiro problema seria a má gestão e a saúde no Estado precisa de uma transformação. ”Hoje, vivemos uma situação muito negativa em relação à saúde pública no Tocantins. Porto Nacional, por exemplo, é caótica a situação, ou seja, precisamos tomar cuidado com essa demora, a providência positiva para este setor deve ser agora, pois as pessoas estão morrendo enquanto se decide o que fazer”, afirmou Marques.

Mesmo argumentando que a saúde está estável no ponto de vista de funcionários e que cerca de R$ 35 milhões foram investidos somente neste ano no setor, o secretário Arnaldo Nunes afirmou que a administração da saúde no Estado deve ser descentralizada, porém, não apresentou um prazo para a terceirização do setor. “Isso dependerá do prazo de aprovação da Lei, ou seja, dos Senhores Deputados”.

Ao final de sua exposição, o defensor público Arthur Luiz afirmou que deve haver uma maior fiscalização por parte do Estado diante dos profissionais que trabalham neste setor. “É visível que para o profissional de saúde pública a sua prioridade não é o setor público, mas sim o privado. É preciso impor um limite a esses servidores”, afirmou, acrescentado uma sugestão da criação de uma Comissão de Fiscalização, com visitas e inspeções contínuas pelas Unidades de Saúde Pública no Estado, bem como a participação do Ministério Público durante todo o processo de licitação, para que se evite a corrupção e licitações fraudulentas.




Defensoria Pública não vê ilegalidade na terceirização da saúde pública no Tocantins | DPE-TO