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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública dá 10 dias para Aneel e Celtins esclarecerem sobre aumento de tarifa

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
O Núcleo de Defesa do Consumidor – NUDECON, da Defensoria Pública do Tocantins protocolou nesta quinta-feira, 7, Procedimento Preparatório para Propositura de Ação Civil Pública junto à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e a Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins – CELTINS.

O documento requer prazo de 10 dias para que a ANEEL esclareça os procedimentos utilizados no reajuste tarifário concedidos à CELTINS, bem como solicita a esta empresa a apresentação de planilha de custos operacionais que justificaram a autorização do reajuste tarifário no Estado.

O coordenador do Nudecon, defensor público Edivan de Carvalho Miranda, destaca que é preciso averiguar a legalidade da modificação da tarifa. “A CELTINS ocupa o 3º lugar no ranking das empresas mais reclamadas no Tocantins e a principal causa são cobranças abusivas de seus serviços; além do mais nosso Estado possui inúmeras hidrelétricas em todo o seu território, portanto, essa pequena redução no reajuste, de 7,67% para 7,36%, é insignificante e, vamos procurar todas as formas dentro da legalidade para que esse reajuste seja reduzido”, alega o Defensor Público.

No requerimento também consta, como considerações para a não justificativa do reajuste, o fato de o Estado possuir 456 mil Unidades Consumidoras em seus 139 municípios e passa a ter o reajuste de 7,36%, enquanto a companhia de energia elétrica do Amazonas que possui 694 mil Unidades Consumidoras teve em novembro de 2010 uma redução de 2,14% em sua tarifa.

“É dever da ANEEL estabelecer tarifas que assegurem o pagamento de um valor justo, como também garantir o equilíbrio econômico e financeiro da concessionária de energia, para que ela possa oferecer um serviço de qualidade, confiabilidade e continuidade necessária. Nossa preocupação é que tudo seja feito dentro dos limites legais e que o aumento ao menos seja dentro dos padrões suportáveis pela população do Estado, em sua maioria provida de pessoas hipossuficientes” , lembra o coordenador do NUCECON.


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