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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defesa agrária

Defensoria Pública atende comunidades quilombolas do sudeste do Estado

Autor(a): Laiane Vilanova/ Comunicação DPE-TO

A comunidade Matões fica localizada em Conceição do Tocantins, distante 315km de Palmas
A comunidade Matões fica localizada em Conceição do Tocantins, distante 315km de Palmas — Marcelo Les/ Comunicação DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo da Defensoria Pública Agrária e Ambiental (DPagra), se reuniu com comunidades quilombolas da região sudeste do Tocantins. Na quinta-feira última, 5, foi atendida a comunidade Matões, localizada em Conceição do Tocantins, cidade distante 315 km de Palmas. 

Já na sexta-feira, 6, a equipe da Defensoria Pública realizou um atendimento coletivo na sede da DPE em Dianópolis, com as lideranças das comunidades quilombolas Lajeado, Laginha, São Joaquim, Baião e Poço Dantas.

As comunidades quilombolas foram atendidas pela coordenadora do DPagra, defensora pública Kenia Martins Pimenta Fernandes, e pela coordenadora do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) de Dianópolis, defensora pública Mylena Caroline Barbosa Fernandes.

A Coordenadora do DPagra, defensora pública Kenia Martins Pimenta, disse que os atendimentos in loco são parte importante do trabalho da Defensoria Pública pois é uma maneira de manter o máximo de diálogo possível com as pessoas assistidas pela instituição, em especial aos que moram longe dos centros.


Escutando as comunidades


A visita realizada à comunidade de Matões teve o objetivo de averiguar situações de violação de direitos, como a turbação da terra e desmatamento ilegal.

“A gente verificou que foi construída uma cerca na área que pertence à comunidade quilombola, e já foi inclusive titulada pelo Governo do Estado, configurando uma possível turbação da posse da comunidade. Também foi verificada a situação de desmatamento de áreas próximas e a ausência de políticas públicas relacionadas à saúde e demandas relacionadas à questão da qualidade da água. Apesar das famílias serem atendidas pelo programa de cisternas, no período da seca as famílias recebem água de carro pipa e essa água, segundo relatos, não vem em boas condições para consumo”, explicou Kenia Martins. 

Já em Dianópolis, o DPagra fez uma atualização processual da Ação Civil Pública (ACP) movida pela Instituição, que visa proteger as comunidades quilombolas afetada pelas atividades de uma mineradora, no município de Almas.

Mesmo assistidos por cisternas, a comunidade enfrenta problemas com a qualidade água na época da seca — Marcelo Les/ Comunicação DPE-TO
Em Dianópolis as comunidades quilombolas foram atendidas pela defensora pública Kenia Martins e pela defensora pública Mylena Fernandes. — Marcelo Les/ Comunicação DPE-TO
Os atendimentos in loco são parte importante do trabalho da Defensoria Pública — Marcelo Les/ Comunicação DPE-TO
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