Pular para o conteúdo principal
Acessibilidade
Preferências visuais
Defensoria Pública do Estado do Tocantins
Menu

Defensoria obtém resultado favorável em Tribunal de Júri em Aurora do Tocantins

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

Durante Sessão do Tribunal do Júri realizada na última quarta-feira, 9, no município de Aurora do Tocantins, os defensores públicos Pedro Alexandre Conceição Aires Gonçalves e Sandro Ferreira Pinto conseguiram a absolvição do assistido  A.R.J, denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado e porte ilegal de arma. 

Os Defensores Públicos apresentaram a tese de inexigibilidade de conduta diversa, na acusação do crime de tentativa de homicídio qualificado, sustentando que a conduta não era culpável, pois dele não se poderia exigir comportamento diferente diante das circunstâncias em que se encontrava.

A tese foi acolhida pelo Conselho de Sentença em detrimento dos argumentos apresentados pela acusação que pleiteava a condenação do acusado. No que se refere ao crime de posse ilegal de arma de fogo, prevaleceu a sustentação dos Defensores Públicos de que a apreensão de pouca quantidade de munições na casa do acusado não teria o condão de ofender qualquer bem jurídico, daí porque seria desnecessária a aplicação de pena. 

O ponto relevante deste julgamento diz respeito à condição de preso provisório do Assistido. Ele aguardou o julgamento por 18 meses preso na Cadeia Pública de Novo Alegre, embora a Defensoria Pública do Estado do Tocantins tivesse apresentado três pedidos de liberdade para que o Assistido respondesse ao processo em liberdade.  Após o veredicto proferido pelo Conselho de Sentença absolvendo-o, o assistido A.R.J. foi colocado imediatamente em liberdade. 

O caso

Em outubro de 2012, A.R.J., desferiu três tiros em direção à adolescente A.C.S., que na mesma data, horário e local, desferiu outros três tiros em direção a J.F.G, mas ambos os crimes não foram consumados, pois os tiros atingiram as vítimas em regiões não letais.

Texto: Alessandra Bacelar 

Defensoria obtém resultado favorável em Tribunal de Júri em Aurora do Tocantins | DPE-TO