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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensores Públicos participam de audiência pública sobre voto de preso

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
No dia 22 de fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral realizou uma audiência pública para receber sugestões de Defensorias Públicas Estaduais, TREs e entidades públicas e civis para a minuta de resolução que trata do voto de presos provisórios e adolescentes em medida sócioeducativa de internação. A resolução vai estabelecer as condições gerais para que os tribunais regionais e os juízes eleitorais tornem efetiva a criação das seções eleitorais.

De acordo com o Defensor Público do Estado da Bahia Daniel Nicory do Prado, a audiência atingiu plenamente os objetivos traçados. “Muitas instituições públicas e entidades da sociedade civil se fizeram representar e tiveram garantido o direito à voz. A postura do Ministro relator da minuta Arnaldo Versiani também merece ser elogiada por sua paciência e equilíbrio. Além da disposição para discutir todas as sugestões apresentadas”, completou.

Para Prado, as propostas vão contribuir para o aperfeiçoamento do texto final da resolução. “É importante destacar, com satisfação, que grande parte das sugestões foram formuladas por Defensores Públicos de vários estados da federação”.

Segundo o Defensor Público paulista Rafael Muneratti, o voto do preso é uma reivindicação que a Defensoria Pública, em conjunto com outros segmentos da sociedade civil, vem trabalhando firme visando sua implementação. “Esperamos que os TREs de todo o país se esforcem ao máximo para o cumprimento da resolução, e que o direito de voto dos internados e dos presos provisórios saia do papel e seja efetivamente implementado”, enfatizou.

O Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro Carlos Felipe Benati apresentou várias propostas de alteração da minuta destinadas a incluir a Defensoria Pública, o Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais (CONDEGE) e os órgãos de fiscalização do cumprimento das medidas socioeducativas (como o CONANDA) entre os entes públicos com os quais os TREs e o TSE devem dialogar e travar parcerias para viabilizar o exercício do direito ao voto pelos presos provisórios.

Benati também propôs que os servidores do sistema penitenciário que exercem atividades de segurança e contenção não sejam mesários nas eleições, para evitar o risco de intimidação dos eleitores presos.

Na ocasião, o representante da Secretaria de Reforma do Judiciário Marcelo Sgarbossa elogiou publicamente a participação da Defensoria Pública, no que foi acompanhado por várias autoridades presentes, inclusive pelos ministros do TSE.

Segundo a minuta, os TREs de cada estado, juntamente com os juízes eleitorais, vão coordenar a criação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes, para assegurar o direito ao voto.

Também serão estabelecidos convênios de cooperação técnica e parcerias com organizações e instituições que devem contribuir para a implantação das seções eleitorais nas prisões.

A audiência contou com a presença de instituições públicas de alcance nacional, como o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e o Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (CONANDA), bem como representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público, e Defensores Públicos dos Estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo,

Segundo o Ministério da Justiça, atualmente, o Brasil conta com quase 150 mil presos provisórios e 15.500 jovens e adolescentes em regime sócioeducativo de internação.
Defensores Públicos participam de audiência pública sobre voto de preso | DPE-TO