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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Audiências domiciliares mostram realidade em ações de interdição

Foram realizadas três visitas de ações propostas pela Defensoria Pública.

Autor(a): Keliane Vale

Keliane Vale

“Analisar um processo de interdição no papel é muito diferente de ir até à casa das pessoas e conhecer a realidade em que elas vivem, muitas vezes acamadas, com inúmeras dificuldades de locomoção”, disse a defensora Elisa Maria Sousa sobre a importância das audiências domiciliares realizadas pela juíza Renata Teresa da Silva Macor nesta sexta-feira, 26, com o objetivo de verificar a situação dos interditandos, dispensando a realização de uma audiência no Fórum em Araguaína.

Foram realizadas três visitas de ações propostas pela Defensoria Pública, que foram acompanhadas por representante do Ministério Público. A pauta de visitas in loco acontece na última sexta-feira de cada mês. A Assistida Robertina Joana Silva, filha do interditando P.J., acometido por um AVC, foi beneficiada com a visita. “É absolutamente importante, eu não teria condições de deixar meu pai em casa sem acompanhamento. Muito bom, a justiça vir a nossa casa”, afirmou.

A interdição é um processo rápido, que visa resguardar o interesse de pessoas que não são mais capazes de gerir a própria vida, garantido à família o direito de representá-los. A atuação nesta modalidade é realizada pela 2ª Vara da Família desde 2010 na comarca de Araguaína. “Há um impacto social enorme em realizar as visitas nas casas dos interditandos”, enfatizou a juíza Renata Teresa da Silva Macor, titular da 2ª Vara da Família em Araguaína.

Keliane Vale
Audiências domiciliares mostram realidade em ações de interdição | DPE-TO