Agricultura familiar como ferramenta de consolidação dos direitos humanos

Os participantes da Feira de Tecnologia Agropecuária da Amazônia, a Agrotins 2014, receberam informações, na manhã desta quarta-feira, 7, sobre direitos humanos, com foco na agricultura familiar como ferramenta de consolidação das garantias constitucionais.
A defensora pública Elydia Monteiro, Coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Tocantins – NDDH, esclareceu aos presentes o que são Direitos Humanos e sua relação com a agricultura familiar, reforçando que são direitos humanos de 2ª geração ou direitos sociais o direito ao trabalho e renda; e que garantir o desenvolvimento da agricultura familiar permite ao campesino o acesso ao trabalho e à renda sem sair do seu ambiente natural. A garantia dos direitos humanos viabiliza ainda a implementação de programas de saúde e educação para a população rural, propiciando melhores condições de vida que, por sua vez, diminui a necessidade de saída do campo.
“Somente entendendo que a distribuição de renda no campo através de projetos de agricultura familiar possibilita, de forma eficaz, a oferta de produtos, a melhoria na renda da população, o investimento em tecnologia local e a manutenção da população no campo, teremos condições de trabalhar pela implementação de políticas públicas efetivas de apoio ao pequeno produtor rural”, colocou a defensora Elydia Monteiro.
O assistente social do Ruraltins, Ricardo Teles Schmidt, foi um dos participantes ativos da palestra e aproveitou o momento para tirar dúvidas com a Defensora Pública. “A proximidade da Defensoria Pública com o homem do campo é muito válida pelo fato do distanciamento das políticas públicas dos pequenos agricultores. Poder sentar com a Defensoria Pública para trazer dúvidas em relação aos direitos do homem e da mulher do campo enriquece e muito minha prática profissional”.
Autora: Caroline Spricigo
